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Governo do RS debate transformação da inovação em desenvolvimento econômico no Gramado Summit

Leandro Evaldt e Simone Stülp discutiram como ciência, mercado e políticas públicas impulsionam o desenvolvimento do Estado

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três pessoas, duas mulheres e um homem, de pé, em um palco com fundo verde
Painelistas falaram sobre como a integração entre o meio acadêmico e mercado é um caminho estratégico para o desenvolvimento - Foto: Emerson Corrales / Ascom Sedec
Por Renata da Silva Spanhol / Ascom Sedec

Como converter os avanços tecnológicos em ações concretas que impactem diretamente a população? Esta foi a questão debatida no painel “Da academia para o mercado: como transformar inovação em desenvolvimento econômico”, que aconteceu nesta quarta-feira (6/5), durante o Gramado Summit, evento que o Estado é correalizador. O secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Leandro Evaldt, e a ex-secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia e atual decana associada da Escola Politécnica/PUCRS, Simone Stülp, com mediação da coordenadora de Comunicação da Sedec, Taís Teixeira, discutiram como aproximar o conhecimento científico das demandas do setor produtivo.

O secretário Evaldt falou sobre o papel da inovação no Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do RS, que é um habilitador que funciona como motor de transformação capaz de impulsionar a competitividade, diversificar a economia e gerar soluções para os desafios atuais enfrentados pelo Estado. Ele também citou exemplos práticos de como ideias podem ser convertidas em produtos e serviços competitivos, mostrando que a inovação aplicada é essencial para o crescimento econômico.

O titular da Sedec ressaltou que, por dois anos seguidos (2024 e 2025), o Rio Grande do Sul é líder nacional em inovação no Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e que a posição é fruto da estratégia de fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação como pilares do desenvolvimento. Evaldt pontuou que apoio à pesquisa científica, com editais lançados pelo Estado, iniciativas de financiamento a startups por parte do Badesul e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) – vinculados à Sedec –, e incentivo por parte do Governo do RS ao desenvolvimento de capital humano contribuem para a construção de um ecossistema inovador.

 “O Rio Grande do Sul tem provado que inovação não é apenas um conceito, mas uma prática que transforma a vida das pessoas. Com as políticas públicas do Governo do RS estamos criando soluções que aumentam a competitividade e diversificam nossa economia. Nosso compromisso é garantir que cada avanço tecnológico se traduza em oportunidades reais para a população gaúcha”, disse Evaldt.

 Stülp destacou o papel das universidades e centros de pesquisa como motores de inovação, ressaltando que o conhecimento produzido nesses ambientes precisa encontrar caminhos para chegar ao mercado. Ela enfatizou a relevância de políticas públicas e de ecossistemas colaborativos que incentivem a transferência de tecnologia e fortaleçam a relação entre academia, empresas e governo.  

 “Estamos vivendo um momento em que a produção de conhecimento científico, que antes ficava restrita às universidades e centros de pesquisa, está se transformando em negócios e empreendimentos capazes de gerar impacto direto na sociedade. Para que esse movimento ganhe ainda mais força, é fundamental ampliar as políticas públicas de incentivo e criar mecanismos que acelerem a transferência de tecnologia para o mercado. Hoje temos muitas pessoas altamente qualificadas e preparadas para atuar na área da inovação, e precisamos garantir que esse talento encontre espaço e oportunidades para transformar ideias em soluções concretas para o desenvolvimento econômico e social do Estado”, ressaltou Stülp.

 Ao longo de sua fala, Stülp também citou programas da época em que estava à frente da pasta de Inovação, Ciência e Tecnologia, como o Doutor Empreendedor, que já está em sua terceira edição. A iniciativa tem por objetivo transformar pesquisas acadêmicas em produtos, processos e negócios inovadores, aproximando doutores do ecossistema de empreendedorismo e inovação.

 Os painelistas reforçaram que a inovação só se torna efetiva quando há diálogo constante entre diferentes setores da sociedade e quando o conhecimento é colocado em prática para resolver problemas reais. Ao final, reforçaram que a integração entre o meio acadêmico e mercado é um caminho estratégico para o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul.

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